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Como melhorar os níveis de colesterol?

- 2014-10-03 15:29:53

A hipercolesterolemia resulta de uma alteração do metabolismo das lipoproteínas, levando ao aumento dos níveis de colesterol total, da fração LDL colesterol (“colesterol ruim”) ou dos triglicerídeos e/ou uma redução do HDL colesterol (“colesterol bom”).
O colesterol é transportado por lipoproteínas principalmente de baixa (LDL) e de alta (HDL) densidade. O problema está nas de baixa densidade, que levam o colesterol para a circulação e permitem que ele se deposite nas artérias – por isso, são conhecidas como colesterol ruim. Esse acúmulo forma perigosas placas de gordura que, com o tempo, podem ser precursoras de uma obstrução do fluxo sangüíneo nas artérias do coração e do cérebro, dando origem, respectivamente, ao infarto do miocárdio e ao acidente vascular cerebral ou “derrame”.
A hipercolesterolemia pode ter relação com predisposição genética, associada a uma vida sedentária e a uma alimentação pouco saudável, com a ingestão excessiva e frequente de gordura animal (carnes vermelhas, peles de animais, gorduras aparentes, embutidos, toucinho, bacon, leite e derivados integrais) e do tipo trans, presente em margarinas, gordura vegetal hidrogenada, biscoitos tipo crackers, salgadinhos, cremes, maionese, biscoitos recheados, amanteigados e waffers, fast food e diversos outros produtos industrializados.

Como a alimentação pode interferir de forma positiva nesse caso?

1) Preferir sempre carnes magras (frango e peixes) sem pele, assadas, cozidas, grelhadas, ou ensopadas. Consumir em maior proporção os peixes ricos em ômega 3: salmão, sardinha, cavala, arenque e atum.
2) Para cozinhar, prefira alternar óleos (canola, soja, girassol ou milho) e azeite de oliva. Se possível, acrescente-os apenas no final do cozimento. Evite cozinhar com gordura de porco, manteiga ou margarina.
3) Utilize as fibras alimentares! Farelo de aveia e linhaça dourada no iogurte desnatado ou por cima de frutas. Varie os tipos de leguminosas (feijão preto, branco, manteiga, mulatinho, azuki, grão de bico, soja, lentilha e ervilha).
4) Dê preferência às frutas com casca (higienizar bem) ou bagaço. As vermelhas (cereja, amora, uvas, morango, jabuticaba, açaí, mirtilo) têm poder antioxidante.
5) Hortaliças: todas, principalmente, espinafre, abóbora, berinjela, cebola, rabanete, couve, escarola, nabo, inhame, brócolis e folhas verde escuras em geral. Podem ser cruas, cozidas e no vapor. Evite as preparações com frituras, empanados e com molhos cremosos. Não há estudos conclusivos sobre o uso específico da casca da berinjela ou do suco da berinjela, por enquanto estes ainda são contraditórios.
6) Os molhos para salada devem ser à base de frutas (limão, laranja, abacate,...), ervas aromáticas, alho, alho-poró, cebola e vinagrete. Sempre utilizar o azeite de oliva extra virgem.
7) Ao consumir leite e derivados, prefira os desnatados ou semi-desnatados.
8) Para aumentar o colesterol bom (HDL-colesterol), a recomendação é consumir gorduras boas (monoinsaturadas) como azeite extra virgem (não aquecido) e abacate em quantidades moderadas e frequentes, além de fazer exercícios regularmente.



Fonte:
www.fleury.com.br
Leão & Gomes. Manual de Nutrição Clínica. RJ: Vozes, 2003
Gonçalves et al. Berinjela (Solanum melongena L.) – mito ou realidade no combate as dislipidemias? Revista Brasileira de Farmacognosia 16(2): 252-257, 2006
Xavier et al. Sociedade Brasileira de Cardiologia. V Diretriz Brasileira de Dislipidemia e Prevenção de Aterosclerose. Arq Bras Cardiol. (101) 4 Supl 1, 2013.

Elaborado por Nutricionista Larissa Cohen